Ao relembrar os atos de 8 de janeiro de 2023, a senadora Eliziane Gama voltou a usar as redes sociais para se colocar como defensora da democracia. A data, marcada por vandalismo em Brasília, foi tratada pela parlamentar como um alerta permanente. Mas, fora do discurso, o histórico político da senadora levanta questionamentos que não podem ser ignorados.
Ao longo dos anos, Eliziane acumulou desgaste tanto no campo político, quanto na base que a projetou eleitoralmente, especialmente entre antigos apoiadores que já não se reconhecem em suas alianças e mudanças de posicionamento. A diferença entre o que é dito publicamente e o que é praticado nos bastidores enfraquece a imagem de coerência que ela tenta sustentar.
No Senado, a atuação da parlamentar também é alvo de críticas. Analistas apontam que Eliziane se destaca mais pelo discurso simbólico e pela presença nas redes sociais do que por resultados concretos para o Maranhão. Temas nacionais de forte apelo acabam ganhando espaço, enquanto problemas locais seguem com pouca visibilidade.
Diante disso, a lembrança do 8 de janeiro reacende uma pergunta incômoda: até que ponto o discurso em defesa da democracia vem acompanhado de prática política consistente? Para parte da população, falta menos frase pronta e mais compromisso real com aquilo que se defende em público.
Lembrando que a senadora aparece como a mais rejeitada para o senado na eleição deste ano, segundo o instituto Exata. O levantamento mostrou que 17,67% dos entrevistados disseram que não votaria nela de forma alguma.
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